O esquema de corrupção e desvios na Petrobras está concorrendo a um “prêmio” internacional - o de maior escândalo de corrupção do mundo

Genebra (AE) - O esquema de corrupção e desvios na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato no ano passado está concorrendo a um “prêmio” internacional - o de maior escândalo de corrupção do mundo. Desde ontem a entidade Transparência Internacional - considerada referência mundial no combate à corrupção - abriu uma votação para escolher o caso mais simbólico. Os desvios na estatal brasileira investigados na Lava Jato foram escolhidos entre 383 “escândalos”. Na fase final, o esquema alvo da operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal ficou entre 15 finalistas.

A votação vai até o dia 9 de fevereiro. Entre os concorrentes estão os casos envolvendo o Banco Espírito Santo, de Portugal, o ex-presidente da Tunísia Zine Al Abidine Ben Ali, a Fifa, o ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, o ex-líder do Egito Hosni Mubarak, o comércio de pedras preciosas em Mianmar, entre outros. Além do esquema na Petrobras, outros casos que disputam o “prêmio” da Transparência Internacional também têm ligação com o Brasil, como o da Fifa e o do Panamá, no qual a suspeita recai sobre a Odebrecht em esquema de pagamento de propina. A empreiteira afirmou, em nota, que todos os processos de licitação dos quais participou “cumpriram integralmente com o disposto nas normas legais panamenhas”.

A votação faz parte da campanha “Desmascarar a Corrupção”, que alerta para os casos mais simbólicos. “São exemplos de abuso de poder que beneficiam poucos às custas de muitos. Milhões são afetados (pela corrupção) pelo mundo”, diz a Transparência Internacional, que tem sede em Berlim. Um dos líderes da entidade, Jose Ugaz afirmou que a opinião pública é importante para “parar essa doença”.

Fonte: Tribuna do Norte

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