RN tem muitos reservatórios, mas falta gestão competente

A falta de chuvas ou a sua queda em pequenas quantidades é uma realidade que não se mudará numa região de clima tropical semiárido como a do sertão nordestino do Brasil. O que os administradores públicos e políticos se recusam a aprender, ou fazem de conta que não sabem, é como buscar formas de convivência com a seca.

A construção de grandes reservatórios de água parece ser parte da solução para o problema. E, de fato, no Estado do Rio Grande do Norte são muitos os açudes e barragens de médio e grande porte, como Açude Itans (Caicó), Açude Gargalheiras (Acari), Barragem Armando Ribeiro (Assu, Itajá e São Rafael), Barragem de Santa Cruz (Apodi), Barragem de Umari (Upanema), Açude de Lucrécia (Lucrécia), Açude Beldroega (Paraú), Barragem de Pau dos Ferros (Pau dos Ferros) e alguns outros.

No entanto, com o prolongamento da estiagem, muitos desses reservatórios já estão em níveis bastante críticos e outros seguem fornecendo água para Municípios de regiões inteiras, sem que haja ao longo dos anos uma política de uso racional e organizado desses mananciais.

Pouco utilizados para a irrigação de lavouras e para a pesca (com exceções de um ou outro reservatório), os açudes e barragens localizados no Estado do Rio Grande do Norte têm servido basicamente para o fornecimento de água para o consumo humano.

Nesse contexto, a Barragem Armando Ribeiro, no Vale do Açu, é o maior responsável dentre os reservatórios por esse tipo de abastecimento, pois de lá seguem adutoras para o Médio Oeste (Paraú, Triunfo Potiguar, Campo Grande, Janduís, Messias Targino e Patu), para o Sertão Central (Angicos e outros Municípios) e para Mossoró (Município que tem cerca de trinta por cento de sua gente abastecida pela Barragem Armando Ribeiro), além de abastecer os próprios Municípios de Assu, Itajá e São Rafael.

Mais recentes, as Barragens de Santa Cruz (Apodi) e Umari (Upanema) tiveram pouco uso ao longo desses anos.

Outros reservatórios do Estado ou estão secos ou estão muito perto de secarem por completo.

Tudo isso mostra uma enorme falta de competência administrativa no uso das águas desses reservatórios e nas políticas de convivência com a seca. No Rio Grande do Norte, sai governante, entra governante, mas nada muda. A ineficiência no assunto é enorme.

O que tem amenizado o grave problema da seca no Estado são os poços, perfurados em sua maioria pelo Governo Federal através do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca - DNOCS, e as muitas cisternas existentes nas comunidades rurais, igualmente de iniciativa do Governo Federal.

Enquanto isso, os caminhões-pipa, da Operação Pipa (do Exército Brasileiro em parceria com Prefeitruras) cruzam as estradas do Estado potiguar, oriundos também do vizinho Estado da Paraíba, captando água - que já é pouca - nos reservatórios que ainda comportam a retirada do precioso líquido.

Aliás, em tempo de estiagem prolongada, parece que muitos "empreendedores" resolveram comprar um caminhão-pipa. O negócio, para uns poucos, é bastante lucrativo.

Fonte: O Messiense

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